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Os 7 erros dos sites de indústria (que espantam comprador)

Por Darlei Cordeiro 7 min de leitura
Ilustração de uma janela de site com placas de alerta apontando rachaduras

Desde 2012 analisando e refazendo sites de indústria (passam de 350 projetos), vejo os MESMOS sete erros se repetirem, de metalúrgica de fundo de quintal a fábrica de 300 funcionários. Nenhum deles é falta de verba: são vícios de concepção, e todos têm conserto conhecido. Confira quantos o seu site comete, e leve junto o conserto de cada um.

O padrão que une os sete: o site foi feito olhando pra DENTRO (o que a empresa quer mostrar) e não pra FORA (o que o comprador precisa achar). É o resumo de tudo que já mapeei em o que o comprador B2B avalia no site, agora em forma de lista de inspeção.

Erro 1: o catálogo inteiro trancado num PDF

A fábrica tem 40 produtos e o site tem um botão "baixe nosso catálogo". Pro Google, são 40 páginas que não existem (PDF rankeia mal); pro comprador no celular, é um download que ninguém faz; pra empresa, é zero rastro do que interessou a quem. O conserto estrutural está em uma página por produto: cada item vira porta de entrada, e o PDF vira material de apoio, não a vitrine.

Erro 2: falar a língua da fábrica, não a do comprador

"Soluções em conformados a frio" pra quem busca "calha de aço sob medida". O site tecnicamente correto que usa o vocabulário interno é invisível pra busca e frio pra visita: o comprador precisa se traduzir pra entender se chegou no lugar certo. A tradução na direção certa (da busca pro site) é o trabalho de palavras-chave, e muda título, texto e menu.

Erro 3: nenhuma prova, só adjetivo

"Qualidade e compromisso há 30 anos", ilustrado com foto de banco de imagem (capacete branco, aperto de mãos, céu azul). O comprador industrial é treinado em ceticismo: ele quer ver SUA fábrica, SUAS máquinas, SEUS clientes nomeados, número, case, avaliação. Adjetivo sem prova comunica o contrário do que pretende, e a montagem da prova está em depoimentos e prova social.

Erro 4: o contato escondido no fim do labirinto

O visitante convencido precisa procurar a página "contato", rolar até um formulário de dez campos e torcer. Cada clique a mais entre a decisão e o contato derruba uma fatia dos pedidos: o caminho certo é orçamento visível em TODA página de produto, WhatsApp flutuante e telefone clicável. É o erro mais barato de corrigir da lista inteira, e costuma pagar a correção na primeira semana.

Erro 5: o celular como cidadão de segunda classe

No escritório o site é bonito; no 4G do comprador, um acordeão desalinhado que demora 9 segundos. Metade ou mais das visitas B2B chegam pelo celular (o dono pesquisa de noite, o comprador confere da fábrica), e a versão móvel É o site pra essa metade. O estrago da lentidão tem artigo próprio (site lento perde venda) e o do mobile também (por que o comprador some no celular).

Erro 6: o site-folheto, parado desde a inauguração

Cinco páginas institucionais imutáveis há quatro anos: pro Google, um imóvel fechado (site parado perde posição pra concorrente que publica); pro visitante que volta, a sensação de empresa em banho-maria. Site é canal, não folheto: pede a rotina mínima de novidade (produto novo, obra entregue, artigo respondendo dúvida de cliente) que alimenta busca e confiança ao mesmo tempo.

Erro 7: zero medição (o erro que esconde os outros seis)

A empresa não sabe quantas visitas tem, de onde vêm, nem quantos orçamentos o site gerou. Sem régua, o site nunca melhora (ninguém melhora o que não mede) e as decisões viram achismo: corta-se o que funcionava, mantém-se o que sangra. A instalação é uma tarde de serviço e a rotina cabe em 20 minutos mensais: os 5 números do dono.

O placar honesto: 0 a 1 erro, seu site está acima de 90% do parque industrial brasileiro; 2 a 3, há dinheiro visível vazando e reforma dirigida resolve; 4 ou mais, cada mês adiado é orçamento indo pro concorrente, e a conversa provavelmente é de reconstrução. Em qualquer faixa, a ordem de ataque é a mesma: primeiro o que destrava contato (erros 4 e 5), depois o que atrai (1, 2, 6), com a régua ligada (7) pra provar cada avanço.

Quer o placar do seu site feito por quem olha isso todo dia? A análise gratuita devolve em até 2 dias úteis a lista dos erros que o seu comete, em ordem de prejuízo, com o conserto de cada um. Sem compromisso: no mínimo, você ganha a lista de cobrança pro seu fornecedor atual.

Perguntas frequentes

Qual dos 7 erros é o mais grave?

O que mais mata pedido é o contato difícil (erro 4): o comprador convencido que não acha um caminho rápido de orçamento desiste em segundos e vai pro concorrente. Mas o mais CARO no longo prazo é a falta de medição (erro 7), porque ele esconde todos os outros: sem números, a empresa passa anos sem saber que o site espanta gente, e culpa o mercado.

Meu site tem vários desses erros. Reformo ou refaço?

Depende da fundação: se a base técnica é sadia (rápido, decente no celular, endereços estáveis), os erros de conteúdo (jargão, falta de prova, contato escondido) se corrigem por reforma, página a página. Se a base é de outra década, remendar sai mais caro que refazer: cada conserto esbarra na estrutura. O blog tem um artigo inteiro com os 7 sinais de que é hora de refazer.

Quanto tempo leva pra corrigir esses erros?

Os cirúrgicos (botão de WhatsApp visível, telefone clicável, formulário curto na página de produto) se resolvem em dias. Os estruturais (tirar o catálogo do PDF e virar páginas, reescrever na língua do comprador, instalar medição) são semanas de trabalho bem direcionado. O critério de ordem é sempre o mesmo: primeiro o que destrava contato, depois o que atrai visita.

Como sei se o MEU site comete esses erros?

Metade se testa em 10 minutos sem técnico: abra o site no SEU celular com 4G (erro 5), procure seus produtos como um estranho procuraria (erros 1 e 2), cronometre quanto leva pra achar um caminho de orçamento (erro 4) e pergunte ao seu comercial quantos contatos o site gerou no mês (erro 7: se ninguém sabe, é ele). A outra metade, técnica, uma análise externa enxerga em dias.

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