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Palavras-chave: como descobrir o que o seu comprador digita no Google
Descobrir o que o comprador digita é um trabalho de tradução: dentro da fábrica o produto tem nome técnico, catálogo e código; do lado de fora, o comprador digita o problema dele do jeito que ele fala. Você vende "perfis conformados a frio"; ele busca "calha de aço sob medida". Você fala "caldeiraria leve"; ele digita "fabricante de tanque inox". Quando o site fala a língua da fábrica e não a da busca, o Google não conecta as pontas, e o pedido de orçamento vai pro concorrente que traduziu primeiro.
A boa notícia: pra uma indústria de nicho, essa pesquisa não exige ferramenta paga nem consultoria. Exige método e uma tarde. Este artigo entrega o método: o princípio que ordena tudo (intenção antes de volume), as cinco fontes gratuitas de garimpo e onde usar o que você achou.
O princípio: intenção vale mais que volume
O instinto manda caçar o termo mais buscado, e o instinto erra. "Esteira transportadora" tem milhares de buscas mensais: de estudantes, curiosos, vendedores de usadas e concorrentes. "Fabricante de esteira transportadora para frigorífico" tem talvez trinta, e são trinta pessoas montando lista de fornecedor. No B2B, o dinheiro mora na cauda longa: os termos específicos, de pouco volume individual, que somados carregam quase toda a intenção compradora do mercado. A régua pra classificar qualquer termo: quem digita isso está estudando o assunto ou procurando fornecedor? Os dois têm papel (o primeiro alimenta artigos de blog, o segundo alimenta páginas de produto e anúncio), mas a prioridade de um site industrial começa sempre pelo segundo.

As 5 fontes gratuitas (na ordem do garimpo)
1) O autocompletar do Google: digite seu produto devagar numa aba anônima e anote o que o Google sugere; cada sugestão é busca real e frequente. Acrescente letras ("tanque inox a", "tanque inox b") pra abrir o leque. 2) As perguntas e buscas relacionadas: no pé da página de resultados e no bloco "as pessoas também perguntam" está o mapa das dúvidas reais em volta do seu produto, pauta pronta de conteúdo. 3) O Search Console do seu site: a fonte mais subestimada, porque mostra as buscas que JÁ te exibem hoje, inclusive as que você nunca imaginou (o passo a passo está em Google Search Console). 4) O planejador do Google Ads: grátis dentro da conta, dá a faixa de volume mensal e o custo por clique de cada termo, útil pra separar termo morto de termo vivo. 5) O seu vendedor: a mina que nenhuma ferramenta alcança. As perguntas que ele responde toda semana por telefone e WhatsApp são exatamente o que o mercado digita quando ele não está por perto. Uma reunião de uma hora com quem atende rende mais pauta que qualquer software.
Onde usar o que você garimpou
Palavra descoberta sem lugar pra morar não rankeia. O destino de cada tipo: termos com intenção de compra ("fabricante de", "sob medida", produto + aplicação, produto + cidade) viram páginas de produto e serviço, uma por assunto, com o termo no título e a resposta completa no corpo (a arquitetura inteira está em uma página por produto); dúvidas e comparações ("qual aço para", "diferença entre", "norma para") viram artigos que trazem o comprador cedo e apresentam a empresa antes da concorrência; e os termos compradores mais disputados entram também na campanha de anúncio, onde intenção alta justifica pagar o clique (o método está em como anunciar no Google Ads). O que escrever em cada página pra ela merecer a posição, já mostrei em o que escrever no site da empresa.

Esse garimpo é, aliás, o primeiro trabalho que faço em todo projeto: antes de desenhar qualquer página, descubro com que palavras o mercado procura aquilo que a indústria vende (funciona como estudo de demanda, e às vezes muda até a ordem do que a empresa decide divulgar). Se quiser ver esse mapa aplicado ao seu caso, a análise gratuita já traz as buscas em que seus concorrentes aparecem e você não: em até 2 dias úteis, o seu ponto de partida está desenhado.
Perguntas frequentes
Quantas palavras-chave uma página deve ter?
Um tema por página, essa é a régua. Uma página boa cobre naturalmente uma família de variações próximas ("tanque inox 500 litros", "tanque de inox sob medida", "fabricante de tanque inox"), porque responde o assunto por inteiro. O que não funciona é uma página tentando rankear pra dez assuntos diferentes: o Google não sabe do que ela trata e não a recomenda pra nada.
Preciso de ferramenta paga pra pesquisar palavras?
Pra uma indústria de nicho, não. O autocompletar do Google, as perguntas relacionadas, o Search Console do próprio site e o planejador do Google Ads cobrem o essencial de graça. Ferramentas pagas agregam volume e concorrência com mais precisão, e fazem sentido pra quem disputa termos nacionais ou opera conteúdo em escala; pro dono começando, são luxo, não necessidade.
Repetir a palavra-chave várias vezes na página ajuda a rankear?
Atrapalha. Entupir o texto de repetição era técnica de quinze anos atrás e hoje é sinal de baixa qualidade que o Google pune. O uso certo: a palavra no título da página, no primeiro parágrafo e naturalmente ao longo de um texto que responde a busca de verdade. Escreva pro comprador entender; o Google ficou bom exatamente em reconhecer texto escrito pra gente.
Como sei quantas pessoas buscam um termo?
O planejador de palavras-chave do Google Ads (grátis, dentro da conta) mostra a faixa de buscas mensais de qualquer termo no Brasil ou na sua região. Só calibre a expectativa: no B2B industrial os números são pequenos mesmo, e é assim que deve ser. Termo de 30 buscas mensais com intenção de compra vale mais que termo de 5.000 buscas de curiosos.
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