Orçamento de site: como pedir do jeito certo (e comparar as propostas)

Por Darlei Cordeiro 6 min de leitura
Ilustração de três documentos de orçamento lado a lado com valores diferentes

O segredo de um bom orçamento de site não está na resposta, está no pedido. Quem manda "quanto custa um site?" recebe de volta três chutes incomparáveis; quem manda seis linhas de contexto (o que a empresa faz, objetivo do site, referências, site atual, quem escreve os textos, prazo) recebe três propostas sobre o MESMO projeto, e aí comparar vira tarefa possível. Este artigo entrega o pedido pronto e a régua de comparação.

Falo do outro lado do balcão: recebo pedidos de orçamento toda semana desde 2012, e a diferença de maturidade entre eles é gritante. O pedido vago obriga o fornecedor a chutar (e todo chute embute gordura de segurança ou escopo escondido); o pedido claro faz até o preço melhorar, porque risco de mal-entendido também custa dinheiro. Preparar o pedido leva vinte minutos e economiza semanas de conversa cruzada.

O pedido de 6 linhas (copie e adapte)

"Somos a [empresa], fabricamos [o quê] pra [quem]. Queremos um site pra [objetivo: gerar pedidos de orçamento / apresentar a linha de produtos / apoiar exportação]. Gostamos destes sites: [2-3 links]. Nosso site atual é [endereço / não temos]. Sobre os textos: [temos tudo pronto / temos as informações, precisamos de quem escreva]. Prazo ideal: [data ou "sem urgência"]. Podem me mandar proposta com escopo, valores e prazo?"

Cada linha existe por um motivo. O "pra quem" muda o projeto inteiro (site que vende pra indústria é outro produto, como mostro em o que o comprador B2B avalia). As referências economizam reuniões de "gosto". E a linha dos textos é a mais importante do pedido: quem escreve o conteúdo é a variável que mais bagunça comparação de preço, porque "site com textos por sua conta" e "site com conteúdo profissional escrito" são produtos de valores legitimamente diferentes. Se quiser ir além das 6 linhas, o briefing completo deixa o projeto ainda mais redondo.

Ilustração de uma lista de verificação sobre um envelope de correspondência

Chegaram as propostas: a régua de comparação

Antes de olhar o preço, iguale o produto. Quatro perguntas pra cada proposta: quem escreve os textos? quantas páginas e quais? é template adaptado ou desenho sob medida? o que acontece depois do lançamento (garantia, ajustes, manutenção)? Só depois de respondidas é que os números viram comparáveis. A conta completa do que compõe o valor está em quanto custa um site, e os critérios de escolha do fornecedor (portfólio no seu setor, propriedade, processo, pós-lançamento) estão em como escolher quem faz o site.

Repare também no que a proposta revela sem querer. Resposta que demorou uma semana mostra como será o suporte. "Orçamento" de 10 minutos sem nenhuma pergunta sobre o seu negócio é tabela de template com seu nome trocado. E proposta que não menciona de quem fica o domínio merece a pergunta por escrito antes de qualquer assinatura, porque essa resposta define quem manda no seu endereço na internet pelos próximos anos (a cláusula está detalhada no artigo do contrato de criação de site).

Ilustração de uma lupa sobre uma lista de preços

Decidir por valor (o número sozinho mente)

Entre um orçamento de R$ 2 mil que entrega template com os seus textos e um de R$ 10 mil que entrega estratégia, conteúdo escrito, fotos organizadas e um site desenhado pro seu comprador, não existe "mais caro" e "mais barato": existem dois produtos diferentes, e a pergunta certa é qual deles gera orçamento pra sua empresa. Minha posição, transparente: não disputo o menor número, disputo o custo por resultado. Site é ferramenta comercial; a régua certa é o que ele traz, não o que ele custou.

Quer um atalho honesto? Peça a análise gratuita antes de sair pedindo orçamentos: eu avalio o que você tem hoje, o que o seu mercado exige e devolvo em até 2 dias úteis um diagnóstico que já serve de base pro seu pedido de 6 linhas. Você compara propostas sabendo o que precisa, não descobrindo pelo caminho.

Perguntas frequentes

O que devo mandar ao pedir orçamento de site?

Seis linhas resolvem: o que a empresa faz e pra quem vende, o objetivo do site (gerar orçamentos? catálogo? exportação?), 2 ou 3 sites de referência, se existe site atual (o endereço), quem deve escrever os textos, e o prazo desejado. Com isso, todo fornecedor orça a mesma coisa e as propostas chegam comparáveis. Sem isso, cada um chuta um projeto diferente.

Quantos orçamentos devo pedir?

Três costuma ser o número certo: menos que isso você não tem base de comparação, mais que isso vira um segundo emprego avaliar. O importante é os três receberem o MESMO pedido, com as mesmas informações, senão a comparação nasce morta.

Por que os valores chegam tão diferentes?

Porque sem escopo definido cada fornecedor orça um produto: um cota template com seus textos, outro cota projeto sob medida com conteúdo escrito e SEO. Antes de comparar números, iguale o que está dentro: quem escreve, quantas páginas, é template ou sob medida, o que acontece depois do lançamento. Há um artigo aqui do blog só sobre o que compõe o preço de um site.

Orçamento de site deve ser gratuito?

Pra um site institucional, sim: cotação é etapa comercial e fornecedor sério não cobra por ela. O que algumas empresas cobram (com razão) é diagnóstico aprofundado ou projeto detalhado, que é outro produto. Desconfie do oposto também: "orçamento" que chega em 10 minutos sem uma pergunta sobre o seu negócio é tabela de template, não proposta.

O menor orçamento é o pior?

Não necessariamente, mas preço fora da curva pra baixo tem explicação, e você deve descobri-la antes de assinar: escopo menor (textos por sua conta, template pronto), cobrança escondida na mensalidade, ou fornecedor começando. O barato honesto existe; o barato que esconde escopo custa caro no segundo mês. A régua está no artigo sobre como escolher quem faz o site.

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