Como escolher a empresa que vai fazer o site da sua indústria

Por Darlei Cordeiro 7 min de leitura
Ilustração de uma lupa examinando três cartões de fornecedores

Escolha por quatro critérios que dá pra verificar antes de pagar: portfólio com empresas parecidas com a sua, propriedade do que é seu escrita em contrato (domínio, arquivos, acessos), processo claro com etapas e prazos, e suporte definido pra depois do lançamento. Quem passa nos quatro dificilmente te deixa na mão. Quem falha em um deles vai falhar exatamente na hora em que você mais precisar.

E desconfie do quinto critério, o único que a maioria usa: o preço. Escolher o orçamento mais baixo é a forma mais cara de contratar site, porque site ruim não avisa que é ruim. Ele fica no ar, bonito na inauguração, e vai custando em orçamento que não chega. Atendo indústrias desde 2012, já passei dos 350 projetos, e uma parte constante do meu trabalho é refazer site que foi barato há dois anos.

Os quatro critérios, e como verificar cada um

CritérioComo verificarSinal de alerta
Portfólio no seu setorPeça 3 sites de empresas B2B ou industriais e navegue nelesPortfólio só de loja, restaurante e clínica
PropriedadePergunte por escrito: de quem fica o domínio e os acessos?Resposta vaga ou "fica tudo conosco pra facilitar"
ProcessoPeça as etapas e o que ele precisa de você em cada uma"Fica pronto em 7 dias" sem te perguntar nada
Pós-lançamentoPergunte o que cobre ajuste, erro e atualização depois de no arSuporte não mencionado ou mensalidade sem escopo

O primeiro critério pesa mais do que parece. Vender pra outra empresa é diferente de vender pro consumidor: o comprador industrial pesquisa calado, compara fornecedores em abas abertas e decide pelo que consegue verificar. Quem só fez site de varejo desenha vitrine, e vitrine não responde o que um comprador técnico quer saber. Não precisa ser do seu ramo exato; precisa saber falar com empresa que vende pra empresa.

Ilustração de uma balança comparando duas propostas de site

Por que uma proposta custa 1.500 e outra 15 mil

Porque "site" virou nome de coisas muito diferentes. Na ponta de baixo, o fornecedor pega um template pronto, troca o logo e as cores, cola os textos que você mandar e publica. Na ponta de cima, entra estratégia: alguém estuda o seu mercado, escreve o conteúdo pensando no seu comprador, estrutura as páginas pra aparecer no Google e monta o site sob medida. Os dois se chamam site. Só um deles vende.

Antes de comparar os números, iguale o escopo: quem escreve os textos (se a resposta é "vocês mandam", o trabalho pesado sobrou pra você), quantas páginas estão incluídas, o site é template ou desenhado pro seu negócio, o que acontece quando você precisar de um ajuste em agosto. A conta completa do que compõe o valor está em quanto custa um site. Não sou a opção mais barata do mercado, e essa é uma escolha: o que eu entrego precisa se pagar em orçamento recebido, não em economia na contratação.

As bandeiras vermelhas

Algumas respostas encerram a conversa na hora. Domínio registrado no nome da agência é a pior delas: o endereço da sua empresa na internet passa a pertencer a outra empresa, e você descobre o tamanho do problema no dia em que quiser sair (as histórias estão no artigo sobre fornecedor que abandona). Promessa de primeira posição no Google é outra: ninguém controla o Google, e quem promete o que não controla está vendendo o que não tem. Complete a lista com: contrato nenhum, portfólio sem links clicáveis e mensalidade obrigatória que não especifica o que cobre.

Ilustração de uma bandeira vermelha fincada sobre uma etiqueta de preço

Agência, freelancer ou especialista?

O formato do fornecedor importa menos que os quatro critérios, mas cada formato tem um risco típico: na agência grande, seu projeto pode ser o menor da carteira; no freelancer generalista, a continuidade depende do momento de vida dele; no especialista de nicho, você paga pelo foco. Escrevi uma comparação honesta em agência ou freelancer, com os prós e contras de cada um.

Minha posição, declarada: sou especialista em sites pra indústrias e empresas B2B, trabalho com nome e sobrenome, e não sou a escolha certa pra tudo. Loja virtual de grande volume ou portal com sistema interno complexo pedem outro tipo de fornecedor, e eu digo isso na primeira conversa. Agora, se o objetivo é presença comercial que gera orçamento pra quem vende pra outras empresas, esse é o meu terreno há mais de uma década.

Teste rápido antes de decidir: pegue 3 sites do portfólio do candidato e abra cada um no seu celular, na rede móvel. Se demorar, quebrar ou dificultar o contato, é assim que o site da sua empresa vai se comportar. O portfólio mostra o futuro do seu projeto.

Quer encurtar o caminho? Peça a análise gratuita: eu olho o seu site atual (ou a sua ausência de site), comparo com os concorrentes que disputam os mesmos compradores e devolvo um diagnóstico em até 2 dias úteis. Sem compromisso, e você decide com informação em vez de achismo.

Perguntas frequentes

Como saber se o portfólio de uma agência é verdadeiro?

Abra os sites listados e procure o rodapé: a maioria dos fornecedores assina o que faz. Site do portfólio sem link clicável, só em imagem, é meia prova. E o teste que quase ninguém faz: ligue ou escreva pra um ou dois clientes do portfólio perguntando como foi trabalhar com o fornecedor. Empresa B2B costuma responder esse tipo de pergunta de bom grado, porque ela mesma faz o mesmo com fornecedores dela.

Preciso contratar uma empresa da minha cidade?

Não. Site se faz e se mantém a distância sem perda nenhuma: reunião por vídeo, aprovação por link, suporte por WhatsApp. O que importa é o fornecedor entender o seu tipo de negócio, não o CEP dele. Eu atendo indústrias do país inteiro desde 2012 e boa parte dos meus 250+ clientes eu nunca encontrei pessoalmente.

Agência grande é mais segura que um profissional independente?

Tamanho não é garantia de continuidade nem de qualidade. Agência grande tem equipe, mas o seu projeto pode ser o menor da carteira dela e cair com o estagiário da vez. O especialista independente tem o nome dele em jogo em cada entrega. O que decide é o portfólio no seu setor, o processo e as garantias por escrito. A comparação completa está no artigo sobre agência ou freelancer.

Por que os orçamentos que recebi variam tanto de preço?

Porque estão vendendo coisas diferentes com o mesmo nome. Um orçamento de R$ 1.500 costuma ser template pronto com o seu logo trocado; um de R$ 15 mil pode incluir estratégia, conteúdo escrito, fotos e SEO. Antes de comparar números, compare o que cada proposta entrega: quem escreve os textos, quantas páginas, o que acontece depois do lançamento. Preço só se compara com escopo igual.

Quais perguntas devo fazer antes de fechar?

As sete que separam um bom fornecedor de um picareta: de quem fica o domínio, quem escreve o conteúdo, o que acontece se vocês se separarem, entre outras. Montei um roteiro completo no artigo de perguntas antes de contratar um site, com as respostas que você deve esperar de quem trabalha sério.

O que precisa estar no contrato?

No mínimo: domínio registrado no CNPJ da sua empresa, entrega dos acessos, escopo do que será feito, prazo com etapas e o que acontece depois do lançamento. Contrato de site não precisa ser um tratado, duas páginas resolvem. O detalhamento de cada cláusula está no artigo sobre contrato de criação de site.

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O seu site mostra o tamanho que a sua indústria tem?

Me conta sobre a sua indústria. Eu olho o seu site sem custo e te mostro, na prática, onde ele deixa o comprador desconfiado e o que fazer pra ele mostrar a força que a sua estrutura tem. E-mail e suporte entram na conversa também.

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