Site pronto: o que conferir antes de aprovar o lançamento

Por Darlei Cordeiro 7 min de leitura
Ilustração de uma janela de navegador com uma lista de aprovação e um carimbo

Aprovar um site não é achar bonito: é conferir que ele funciona como ferramenta de venda. A boa notícia é que essa conferência não exige nenhum conhecimento técnico e cabe em 20 minutos com um celular na mão: abrir na rede móvel, percorrer o caminho do orçamento de ponta a ponta (formulário enviado e RECEBIDO, telefone que disca, WhatsApp que abre), ler os dados em voz alta e conferir que a posse (acessos, domínio, Search Console) veio junto com a obra. Este artigo é esse roteiro, na ordem.

Escrevo do lado de quem entrega sites desde 2012, e uma confissão de ofício: a fase de aprovação diz muito sobre como o projeto foi feito. Fornecedor que trabalhou bem AMA cliente que testa, porque cada item conferido é serviço demonstrado; quem torce pra você aprovar rápido e sem olhar está contando com a sua pressa. Use este checklist inclusive como teste do fornecedor: a reação dele ao seu rigor é informação.

Teste o caminho do dinheiro (não a beleza)

O erro clássico da aprovação é gastar a reunião discutindo o tom do azul e não enviar um formulário sequer. Inverta: comece pelo caminho que o orçamento percorre. No seu celular, com o wifi DESLIGADO (a rede móvel é a realidade do comprador que te acha no Google), navegue como quem procura fornecedor: achou o produto? entendeu o que a empresa faz em 5 segundos? o site carrega sem te dar tempo de desistir? Aí envie um pedido de orçamento real pelo formulário, com texto de gente ("preciso de cotação de 500 peças..."), e vá conferir a chegada: no e-mail certo, sem cair no spam, com remetente identificável. Toque no número de telefone (precisa discar), no botão do WhatsApp (precisa abrir a conversa no número certo). Esse trajeto é o site; o resto é moldura. A régua completa do que um site industrial precisa responder está em o que o comprador B2B avalia, e o peso da velocidade em site lento perde venda.

Ilustração de um smartphone sendo inspecionado com uma lupa

Os dados, lidos em voz alta

Design se perdoa, dado errado não: telefone com dígito trocado, e-mail antigo, endereço da sede velha, produto que saiu de linha, CNPJ com erro. Leia cada texto em voz alta (o olho pula, a voz tropeça) e escale uma segunda pessoa que NÃO participou do projeto pra ler junto: quem acompanhou as versões não enxerga mais o próprio site. Confira também o par título/descrição que aparece no Google e nas abas do navegador, e o e-mail pra onde o formulário aponta (o padrão de erro mais caro: apontar pro e-mail de quem saiu da empresa).

A posse: o site foi entregue ou emprestado?

Junto com a obra vem a escritura, e ela tem quatro papéis: os acessos de administrador em mãos da empresa, a confirmação (verificável no registro.br) de que o domínio está no SEU CNPJ, a clareza de onde mora a hospedagem e quem paga, e o Google Search Console configurado com você como proprietário. Se o combinado inclui manutenção, o escopo por escrito fecha o pacote (o que ela deve cobrir está no artigo de manutenção de site). Nada disso é paranoia: é a diferença entre ter um site e depender de quem o segura, e as cláusulas correspondentes estão no artigo do contrato. Site entregue sem acessos não foi entregue; foi emprestado.

Ilustração de um avião de papel saindo de um envelope

Se o site substitui um antigo: a pergunta dos endereços

Cuidado extra que vale um pedido inteiro: se a sua empresa já tinha site com histórico no Google, cada endereço antigo precisa redirecionar pro equivalente novo no dia da virada (o redirecionamento 301). Sem isso, o Google chega nas páginas que conhecia, encontra erro, e o patrimônio de anos morre na inauguração. A pergunta pro fornecedor é uma só: "qual é o plano de redirecionamento?", e a resposta precisa existir ANTES da virada. O assunto tem artigo dedicado: refazer o site sem perder o Google.

Fechada a conferência, formalize: um e-mail de aprovação com data e a lista de pendências combinadas (se houver) protege os dois lados, marca o início da garantia e evita a conversa de memória seletiva seis meses depois. E agende desde já a revisão de 90 dias com o fornecedor: o que rankeou, quantos orçamentos entraram, o que ajustar. O que esperar de cada fase pós-lançamento está em quando vem o resultado.

Regra de ouro da aprovação: nenhum site se aprova em desktop, no wifi da empresa, com o fornecedor guiando o mouse. Aprove no SEU celular, na SUA rede, navegando sozinho. Se precisar de guia pra achar as coisas, o seu comprador também vai precisar, e ele não vai ter.

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Perguntas frequentes

O que devo testar antes de aprovar o site?

O caminho do dinheiro, de ponta a ponta: abrir o site no SEU celular na rede móvel (não no wifi da empresa), navegar como um comprador, enviar um pedido real pelo formulário e conferir que ele CHEGOU no e-mail certo, tocar no telefone e no WhatsApp pra ver se discam. Se o caminho do orçamento funciona, o essencial está de pé; o resto é refinamento.

Aprovei o site e depois achei erros. E agora?

Erro de funcionamento (link quebrado, formulário mudo, página que não abre) é defeito, e se corrige de graça dentro da garantia, aprovação ou não. Ajuste de preferência ("quero trocar essa foto") depende do combinado de rodadas de revisão. Por isso vale caprichar na conferência antes do aceite: aprovação por escrito é o marco que separa defeito de pedido novo na maioria dos contratos.

O que o fornecedor deve me entregar junto com o site?

O pacote de posse: acessos de administrador, confirmação de que o domínio está no CNPJ da sua empresa, acesso ao painel da hospedagem (ou clareza de onde mora), Google Search Console configurado com você como proprietário, e o combinado de manutenção por escrito. Site entregue sem acessos não foi entregue: foi emprestado.

Preciso entender de tecnologia pra conferir o site?

Não. Todos os testes do checklist se fazem com um celular e um e-mail: abrir, navegar, enviar formulário, ligar. A parte técnica invisível (velocidade medida, indexação, redirecionamentos) tem ferramentas gratuitas apontadas no artigo, e a exigência de que o fornecedor DEMONSTRE esses pontos é justamente o jeito leigo de auditá-los: quem fez certo mostra na hora.

O site substitui um antigo. Tem cuidado extra?

Tem, e é o mais esquecido: os endereços do site antigo precisam redirecionar pros novos (o redirecionamento 301), senão o histórico no Google morre com a troca. Pergunte ao fornecedor, antes da virada: "qual é o plano de redirecionamento?". Há um artigo aqui do blog inteiro sobre refazer o site sem perder o Google.

Quanto tempo devo acompanhar o site depois do lançamento?

Duas semanas de atenção: formulário testado de novo (é o que mais quebra calado), e-mails chegando, Search Console sem erros novos, e uma busca pelo nome da empresa no Google pra ver o site aparecendo. Depois disso, o site entra na rotina normal de manutenção, que também tem artigo próprio aqui no blog.

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