Como farejar o fornecedor de site que vai te abandonar

Por Darlei Cordeiro 6 min de leitura
Ilustração de uma lupa de detetive sobre um rastro de bandeiras vermelhas de alerta

O pior fornecedor de site não é o que entrega um trabalho feio. É o que entrega, recebe e some. O feio você vê na hora e corre atrás. O abandono você só descobre meses depois, num dia em que o site sai do ar, ou o e-mail para, e você liga pro número que fazia tudo e ninguém atende. A boa notícia é que esse tipo de fornecedor quase sempre dá sinais antes de você assinar. Dá pra farejar. A má notícia é que a gente costuma ignorar esses sinais, porque o preço estava bom e a amostra estava bonita.

Quem já ficou na mão uma vez aprende a farejar. Quem nunca ficou acha que "site é site" e escolhe pelo menor orçamento. É a diferença entre quem entende e quem não entende: o que entende sabe que está contratando uma relação de anos, não comprando um produto de prateleira, e por isso presta atenção em quem é a pessoa do outro lado. Neste artigo eu mostro os sinais que denunciam o fornecedor que vai te abandonar, e o que fazer pra não ficar refém de ninguém.

Os sinais que aparecem antes de você assinar

O primeiro sinal é o mais simples e o mais ignorado: como ele responde antes de receber o dinheiro. Se o fornecedor já demora pra retornar, some por dois dias e reaparece sem explicação na fase de orçamento, quando ainda está tentando te conquistar, imagine depois de receber. A fase de namoro é o melhor comportamento que você vai ver. Se já não é bom, guarde o troco.

O segundo sinal é o preço bom demais. Não o preço justo, o bom demais, aquele bem abaixo de todos os outros. Ele costuma significar que a pessoa está fazendo volume, cobrando pouco e, pra sobreviver, não vai poder dar atenção nenhuma depois. Ou pior: vai sumir e reaparecer com outro nome. O terceiro sinal é o site que não é seu. Quando o fornecedor prende o site numa plataforma dele, onde você não tem acesso e paga pra continuar no ar, ele está construindo uma coleira. No dia que ele some, o site vai junto. Eu explico como não cair nisso no artigo de domínio e hospedagem.

Ilustração de uma pessoa saindo por uma porta com uma chave, deixando pra trás um servidor desligado no escuro

O que o abandono custa de verdade

Deixa eu contar um caso, porque número seco não passa o tamanho do estrago. Uma indústria me procurou depois de ficar mais de três anos com o e-mail profissional parado. O fornecedor anterior tinha falido e a deixou na mão, sem acesso, sem ninguém pra recolocar de pé. Três anos. Cada comprador que mandou mensagem pra aquele e-mail nesse período caiu no vazio, e a empresa nem soube. Não dá pra medir quantos negócios se perderam ali, e é justamente por não dar pra medir que esse prejuízo é tão perigoso: ele não aparece em lugar nenhum, só na venda que não veio.

Comigo, essa mesma indústria está há quase três anos sem um único problema com o e-mail, com suporte direto comigo. Não conto isso pra me gabar, conto porque é a prova do ponto: a diferença entre um fornecedor e outro não apareceu no dia da entrega, quando os dois sites provavelmente pareciam bons. Apareceu nos anos seguintes. E é exatamente esse pedaço, o depois, que quase ninguém avalia na hora de contratar.

Ilustração da tela de um site apagando enquanto o plugue é retirado da tomada

Como não ficar refém de ninguém, nem de mim

A proteção contra abandono não é escolher a empresa maior. Empresa grande também fecha, também troca a equipe inteira e também te larga falando com um atendente que lê script e não resolve. A proteção de verdade é a posse. Garanta, desde o primeiro dia, que o domínio e a hospedagem estão no seu nome, com acesso total seu, e que o site, o conteúdo e o e-mail são da empresa, não emprestados. Assim, se um dia você precisar trocar de fornecedor, por qualquer motivo, você leva tudo com você. Refém é quem não tem a chave da própria casa.

Eu trabalho justamente pra você nunca precisar ficar refém de mim. O que faço fica no seu nome, com os seus acessos, e o suporte é comigo mesmo, a mesma pessoa que planejou e desenvolveu. Faço isso desde 2012, mais de 350 projetos, e continuidade é o que eu mais vendo, mesmo que não seja o que mais brilha num orçamento. Não é o argumento mais empolgante na hora de fechar. Vira o mais importante no primeiro dia em que algo dá errado e tem alguém do outro lado pra resolver.

Ilustração de uma âncora firme resistindo à correnteza, representando continuidade
Regra prática: antes de assinar, pergunte de frente "o domínio e os acessos ficam no meu nome?" e repare em quanto tempo o fornecedor levou pra responder o seu último e-mail. As duas respostas juntas dizem se você está contratando um parceiro ou plantando um problema pra daqui a dois anos.

O que levar disso

Contratar site é contratar uma relação de anos, não comprar um objeto. Por isso a pergunta certa não é só "quanto custa" e "quando fica pronto", é "quem vai estar aqui quando eu precisar". Aprender a farejar quem vai sumir é a mesma exigência que você já aplica ao escolher um fornecedor de matéria-prima que não pode faltar na sua linha.

Se você desconfia que o seu site atual está nas mãos de alguém que já sumiu, ou quer conferir se você é dono de verdade do seu domínio e do seu e-mail, eu verifico isso na análise gratuita e te digo, em até 2 dias úteis, o quanto você está exposto e o que dá pra fazer pra recuperar o controle. Comigo ou com quem você preferir.

Perguntas frequentes

Como sei, antes de contratar, se o fornecedor vai me abandonar depois?

Repare em três coisas na conversa inicial: se ele demora pra responder já na fase de orçamento (vai piorar depois de receber), se o site fica preso numa plataforma dele em vez de ser seu, e se ele fala em suporte com nome e responsável ou só dá resposta vaga. Quem some depois costuma dar sinal antes. O problema é que a gente ignora o sinal porque o preço estava bom.

O que acontece quando o fornecedor do site some?

O site pode sair do ar sem ninguém pra recolocar, o e-mail da empresa pode parar de funcionar, e você fica sem acesso pra mudar o que quer que seja. Já peguei indústria que ficou mais de três anos com o e-mail profissional parado porque o fornecedor anterior faliu e a deixou na mão. Enquanto isso, cada mensagem de comprador que chegava nesse e-mail se perdia. É prejuízo silencioso.

Como não ficar refém do fornecedor do site?

Garanta que o domínio e a hospedagem estão no seu nome, com acesso total seu, desde o começo. O site, o conteúdo e o e-mail precisam ser da empresa, não emprestados. Assim, mesmo que um dia você troque de fornecedor, você leva tudo com você. Refém é quem não tem a chave da própria casa; a chave, aqui, é a posse do domínio e dos acessos.

É melhor uma empresa grande ou um profissional só pra não ficar na mão?

Não é questão de tamanho, é de compromisso e de posse. Empresa grande também fecha, também troca de equipe e também te deixa falando com atendente que não resolve. Profissional sério some menos porque a reputação dele é pessoal. O que protege você de verdade não é o tamanho do fornecedor, é ter o domínio e os acessos no seu nome e um responsável claro pelo suporte.

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O seu site mostra o tamanho que a sua indústria tem?

Me conta sobre a sua indústria. Eu olho o seu site sem custo e te mostro, na prática, onde ele deixa o comprador desconfiado e o que fazer pra ele mostrar a força que a sua estrutura tem. E-mail e suporte entram na conversa também.

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