Refazer o site sem perder o Google: como a migração preserva o que você conquistou
Dá pra refazer o site inteiro sem perder o que você conquistou no Google. A condição é uma migração planejada: cada endereço que o Google conhece redireciona pro equivalente no site novo, e o conteúdo que traz visitas continua existindo (melhorado, se possível). Feito isso, o histórico se transfere, a oscilação se limita a alguns dias e as posições voltam ao lugar, com boa chance de melhorarem, porque site novo costuma ser mais rápido e melhor no celular, duas coisas que o Google premia.
Esse medo merece respeito, porque ele tem origem verdadeira: sites caem, sim, quando são refeitos de qualquer jeito. Mas repare no detalhe que muda tudo: eles não caem porque foram refeitos, caem porque foram demolidos sem placa de desvio. A diferença entre os dois cenários é método, não sorte. E o medo tem um custo escondido: empresa que adia a reforma por anos segue pagando o preço do site velho todos os dias (os sinais de que chegou a hora estão em quando refazer o site).
Por que sites caem quando são refeitos
Três causas explicam quase todos os desastres. Primeira: os endereços mudam e ninguém redireciona. O site novo nasce com URLs novas, o Google chega nas antigas, encontra erro, e cada erro apaga um resultado conquistado. Segunda: a faxina excessiva. Na empolgação do "site clean", apagam-se as páginas e os textos que rankeavam, e o Google deixa de ter o que mostrar. Terceira: o site novo é pior tecnicamente, mais lento ou ruim no celular, e entrega uma experiência que o Google rebaixa (velocidade é venda, além de ranking).
Nenhuma das três é fatalidade. As duas primeiras se resolvem com inventário e mapa de redirecionamento; a terceira, com um site bem construído. É por isso que a pergunta certa pro fornecedor não é "vou perder o Google?", e sim "qual é o seu plano pra eu não perder?".

O redirecionamento 301, sem tecnês
Pense na mudança de endereço de uma empresa: avisa-se o correio, e a correspondência passa a ser encaminhada pro endereço novo. O redirecionamento 301 é exatamente isso pra páginas: quem acessa o endereço antigo é levado ao novo automaticamente, e o Google, ao perceber o aviso, transfere o histórico da página antiga pra nova. Visitante não se perde, resultado não se perde.
| Situação na reforma | O que fazer |
|---|---|
| Página mantém o endereço | Nada: o Google nem percebe a troca de roupa |
| Página muda de endereço | 301 do endereço antigo pro novo |
| Página deixa de existir | 301 pra página mais parecida (produto pro catálogo, por exemplo) |
| Página nova, sem equivalente antigo | Entra no sitemap e o Google a descobre naturalmente |
O que preservar do site velho
Antes de desenhar qualquer tela, o projeto sério começa com um inventário: quais páginas trazem cliques e por quais buscas (o Google Search Console entrega isso de graça). Essas páginas são patrimônio. Os textos delas se mantêm ou se melhoram; os títulos, que são o que o Google exibe, não se trocam por frase de efeito. Atendi uma indústria cujo site tinha uma página técnica antiga, feia de doer, que trazia quase metade das visitas do site. A vontade da empresa era apagar aquilo no site novo. Mantivemos o conteúdo, redesenhamos a moldura, e a página seguiu trabalhando, agora bonita. Se tivéssemos apagado, a empresa perderia a principal porta de entrada de compradores sem nunca descobrir o porquê.

O que esperar nas semanas seguintes
Com a virada feita, é normal o Google levar dias pra reprocessar tudo e as posições balançarem de leve por algumas semanas. Balançar é diferente de despencar: oscilação pequena com volume de visitas estável é o processo saudável; queda forte e contínua é alarme de endereço quebrado ou conteúdo sumido, e o Search Console aponta onde. Nesse período, vigie também o que ninguém vigia: o formulário de contato testado de ponta a ponta (é o que mais quebra em migração, e quebra calado) e a velocidade real no celular.
Está adiando a reforma por medo de perder o que o site atual conquistou? Peça a análise gratuita: eu olho o que o seu site tem hoje de patrimônio no Google, o que está te custando em venda, e devolvo o diagnóstico em até 2 dias úteis. Com o mapa na mão, a decisão de refazer deixa de ser aposta.
Perguntas frequentes
Refazer o site zera o SEO?
Não, se a migração for planejada. O Google rankeia páginas, não design: se cada endereço antigo redirecionar pro equivalente novo e o conteúdo que traz visitas continuar existindo, o histórico se transfere. O que zera SEO é demolir sem desvio: páginas que o Google conhecia passando a dar erro. Isso é sintoma de migração malfeita, não consequência inevitável de refazer.
O que é redirecionamento 301?
É o aviso oficial de mudança de endereço da internet: quem acessa a página antiga (pessoa ou Google) é levado automaticamente pra nova, e o Google entende que deve transferir pra ela o histórico acumulado. Funciona como correio que encaminha correspondência pro endereço novo, sem carta perdida. É configuração simples pra quem faz site profissionalmente, e é ela que separa migração tranquila de queda no ranking.
Quanto tempo o Google leva pra processar o site novo?
As páginas redirecionadas começam a ser reprocessadas em dias. É normal haver oscilação pequena de posições por algumas semanas enquanto o Google reindexa tudo; o que não é normal é queda forte e contínua, sinal de endereço quebrado ou conteúdo apagado. Com redirecionamentos certos e conteúdo preservado, as posições se estabilizam, e costumam melhorar quando o site novo é mais rápido e melhor no celular.
Posso mudar os textos no site novo?
Pode e deve melhorar, com um cuidado: descubra primeiro quais páginas e textos trazem visitas (o Google Search Console mostra de graça) e melhore a partir deles em vez de escrever do zero. O erro clássico é trocar um texto que rankeia há anos por um slogan bonito e curto: a página fica elegante e some do Google, porque o Google gostava justamente do conteúdo que foi apagado.
Trocar de plataforma ou de hospedagem na reforma atrapalha?
Não. O Google não rankeia plataforma: rankeia endereço, conteúdo e experiência. Dá pra sair do WordPress, de um construtor pronto ou de um sistema antigo sem perder nada, desde que a regra dos endereços seja respeitada. Aliás, a reforma costuma ser a hora certa de trocar uma plataforma que limita por uma estrutura melhor. Se a troca envolve sair de uma agência, o artigo sobre mudar de agência sem perder o site cobre a parte dos acessos.
Meu site atual nem aparece no Google. Preciso me preocupar com isso?
Não: quem não tem posição não tem o que perder, e a reforma é só ganho. Nesse caso o foco muda de preservar pra construir: entender por que o site não aparece (tem artigo aqui do blog sobre isso) e fazer o site novo já nascer com estrutura, conteúdo e velocidade que o Google premia. A migração cuidadosa é preocupação de quem já colhe visitas do Google hoje.
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