Como avaliar o seu próprio site com olhos de quem entende

Por Darlei Cordeiro 7 min de leitura
Ilustração de uma janela de site sobre uma maca de exame com um estetoscópio, sendo diagnosticada

Dá pra avaliar o seu próprio site com o olhar de quem entende, mesmo sem ser técnico, desde que você olhe as coisas certas na ordem certa. O erro de quem não entende é julgar o site pela beleza, que é o único critério fácil. Quem entende julga pela função: com que rapidez ele abre, se diz de cara o que a empresa faz, se aparece pra quem procura, se é fácil chamar. Este artigo é um checklist honesto pra você fazer isso sozinho, no seu próprio site, agora, com o celular na mão.

Por que fazer isso? Porque você é a pessoa mais mal posicionada pra enxergar o próprio site. Você conhece a empresa de cor, então preenche mentalmente tudo que o site não diz, e não sente as travas que um comprador de primeira viagem sente. O comprador não tem esse carinho. Ele julga frio, em segundos, e vai embora calado se algo o atrapalha. O checklist abaixo te obriga a olhar o seu site com a frieza de um estranho, que é o único jeito de ver o que ele realmente comunica.

Os testes que você faz em cinco minutos

Pega o celular, sai do wi-fi pra usar o 4G (que é como boa parte dos seus compradores acessa) e faça esta bateria:

  1. Velocidade: digite o endereço e conte os segundos até a página aparecer de verdade. Acima de três ou quatro segundos, você já está perdendo gente. É o item que mais espanta comprador, e explico o teste completo em site lento perde venda.
  2. Clareza: olhe só a primeira tela, sem rolar. Ela diz o que a sua empresa fabrica e pra quem? Ou fala "bem-vindo" e "tradição e qualidade", que não dizem nada? Um estranho tem que entender o seu negócio em cinco segundos.
  3. Celular: role a página inteira. O texto está legível sem precisar dar zoom, os botões dá pra tocar, as fotos se ajustam? Ou está tudo espremido e quebrado? Falo disso em por que o comprador some no celular.
  4. Google: procure no Google pelo que você fabrica, do jeito que um cliente escreveria. A sua empresa aparece em algum lugar da primeira página? Se some, o comprador não te encontra na hora que mais importa.
  5. Contato: tente achar o telefone ou o WhatsApp em menos de dez segundos. Se você, que é o dono, precisa procurar, o comprador desiste antes.
Ilustração de uma lupa sobre a janela de um site revelando rachaduras escondidas e marcações de aprovado

O que os testes não pegam (e por que isso importa)

Esses cinco testes pegam a maior parte dos problemas de fundação, e já valem o tempo. Mas tem uma camada que você, sozinho, dificilmente enxerga, porque exige comparar e exige o olho de quem não conhece a empresa. É a camada da credibilidade: o seu site passa a solidez que a sua fábrica realmente tem, ou faz você parecer menor do que é? Tem foto real da estrutura, número concreto, prova de quem já compra de você? Eu trato disso no artigo sobre por que o concorrente parece maior.

E tem a camada do texto que convence. Ler o próprio texto é traiçoeiro, porque na sua cabeça ele faz todo sentido. A pergunta certa não é "está bonito", é "isso responde o que o comprador quer saber antes de pedir orçamento, ou é só elogio que a empresa faz de si mesma?". Um jeito de testar: mostre a primeira tela do seu site pra alguém que não conhece o seu negócio e pergunte o que a empresa faz. Se a pessoa hesitar, o texto não está claro, por mais bonito que pareça pra você.

Ilustração de uma prancheta com um checklist e uma caneta, avaliando um site com estrelas

Ler o resultado sem se enganar

Agora a parte difícil, que é ser honesto com a nota. Fazendo site pra indústria desde 2012, mais de 350 projetos, eu vejo um padrão: o dono quase sempre dá pro próprio site uma nota mais alta do que ele merece, porque confunde "eu gosto" com "funciona pro comprador". São coisas diferentes. O seu carinho pelo site não conta na hora que um comprador desconhecido decide se liga ou fecha a aba. Só conta o que o site faz por ele.

Então, ao fechar o checklist, use uma régua dura. Não é "meu site é razoável". É "meu site abre em três segundos ou não", "diz o que eu faço na primeira tela ou não", "aparece no Google ou não". Cada item é sim ou não. Se você travou em dois ou mais, o site não está te ajudando a vender, e provavelmente está trabalhando contra você em silêncio. Isso não é motivo pra desespero. É a informação de que você precisava pra decidir o próximo passo com clareza, em vez de no escuro.

Ilustração de um medidor de qualidade com o ponteiro indo do vermelho ao verde ao lado de uma janela de site
Regra prática: faça os cinco testes tratando cada um como sim ou não, sem meio-termo. Anote quantos "não" apareceram. Zero ou um, seu site está de pé. Dois ou mais, ele está te custando comprador todo dia, e a boa notícia é que quase sempre dá pra resolver sem refazer tudo.

O segundo par de olhos

O checklist te dá um retrato honesto da fundação. O que ele não te dá é a comparação com o concorrente e o olhar de quem não conhece a sua empresa, e são esses dois que mais pesam na cabeça do comprador. É pra suprir exatamente isso que a minha análise gratuita existe: eu olho o seu site com olhos de comprador e de quem faz isso desde 2012, testo o que você testou e o que você não consegue testar sozinho, comparo com quem disputa os seus clientes, e te devolvo em até 2 dias úteis os pontos que mais importam, em ordem de prioridade. Você fica com o diagnóstico e decide o que fazer, comigo ou com quem preferir.

Perguntas frequentes

Como sei se o meu site é bom sem ser especialista?

Você não precisa ser técnico, precisa ser exigente na ordem certa. Abra o site no seu celular no 4G e conte os segundos até carregar. Leia a primeira tela e veja se ela diz o que você fabrica e pra quem. Procure o seu produto no Google e veja se aparece. Tente achar o contato em menos de dez segundos. Esses testes simples pegam a maioria dos problemas que fazem um site perder comprador.

Qual é o primeiro sinal de que meu site precisa de atenção?

A velocidade no celular. Se o site demora mais que uns três ou quatro segundos pra abrir no 4G, você já está perdendo comprador antes dele ver qualquer coisa, e nem fica sabendo. É o problema mais comum e o que mais espanta contato, porque quem está pesquisando fornecedor não espera um site preguiçoso carregar. Depois da velocidade, olhe se o texto diz com clareza o que a empresa faz.

Meu site é antigo mas funciona. Preciso mexer?

Depende do que "funciona" quer dizer. Se ele abre rápido, funciona bem no celular, explica o que você faz e aparece na busca, a idade não importa tanto. Agora, se "funciona" só quer dizer que ele está no ar, mas é lento, confuso no celular e não traz contato, então ele não está funcionando, está só existindo. São coisas diferentes, e o comprador sente a diferença.

Vale a pena pagar uma análise se eu mesmo posso testar?

Os testes deste artigo você faz sozinho e pegam bastante coisa. O que um olhar de fora acrescenta é o que você não consegue ver por estar perto demais: se o texto convence quem não conhece a empresa, como você aparece de verdade na busca, e como o seu site se compara com o do concorrente. Por isso a minha análise é gratuita: pra você ter esse segundo par de olhos sem precisar decidir nada antes.

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O seu site mostra o tamanho que a sua indústria tem?

Me conta sobre a sua indústria. Eu olho o seu site sem custo e te mostro, na prática, onde ele deixa o comprador desconfiado e o que fazer pra ele mostrar a força que a sua estrutura tem. E-mail e suporte entram na conversa também.

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