7 perguntas que separam um bom fornecedor de site de um picareta

Por Darlei Cordeiro 7 min de leitura
Ilustração de um grande ponto de interrogação em forma de chave, abrindo uma fechadura

Antes de assinar com quem vai fazer o site da sua indústria, existem sete perguntas que revelam o fornecedor melhor do que qualquer portfólio bonito. A ideia é simples: o bom profissional responde cada uma na hora, com clareza, porque não tem nada a esconder. O picareta se enrola, muda de assunto ou promete o impossível. Você não precisa entender de tecnologia pra fazer essas perguntas. Precisa só ouvir com atenção a resposta, do mesmo jeito que um comprador experiente sente na conversa se o fornecedor do outro lado é sério.

Por que isso importa tanto? Porque site é um dos poucos serviços que a indústria compra sem saber avaliar, e o custo de escolher errado só aparece meses depois, quando o dinheiro já foi. Quem não entende escolhe pelo preço e pela beleza da amostra. Quem entende faz as perguntas certas antes, porque sabe que a resposta separa quem vai entregar um site que trabalha pra empresa de quem vai entregar dor de cabeça. Aqui estão as sete.

As perguntas sobre o que é seu (e o que pode virar refém)

Começa pelo básico que quase ninguém pergunta: o site vai ser meu, no meu domínio e na minha hospedagem, com acesso total? Guarde essa. Muita indústria descobre tarde demais que o site não era dela, e sim uma página alugada dentro de uma plataforma do fornecedor. No dia em que a relação azeda ou o fornecedor some, o site vai junto, e às vezes o e-mail também. Falo mais sobre isso no artigo de domínio e hospedagem. A segunda pergunta é irmã dessa: o que está incluso no preço e o que vira cobrança depois? É aqui que o barato mostra a pegadinha. Preço bem abaixo dos outros costuma esconder mensalidade pra manter no ar, cobrança por cada alteração ou um site tão travado que toda mudança vira orçamento novo.

Ilustração de duas propostas de orçamento lado a lado numa balança

As perguntas que o picareta odeia ouvir

Agora as que separam na hora. A terceira: quem cuida e responde quando o site ou o e-mail parar? Repare se a pessoa fala em suporte com nome e responsável, ou se dá uma resposta vaga tipo "ah, é só chamar". Site é serviço contínuo, não um objeto que você compra e leva pra casa. A quarta: o site vai ser rápido e funcionar bem no celular, e como você garante isso? O profissional fala em teste, em número, em como mede. O picareta diz "claro, fica lindo no celular" e muda de assunto. A quinta, e essa é a peneira mais fácil: como você vai fazer minha empresa aparecer no Google? Se a resposta for "garanto primeiro lugar", encerre. Ninguém controla o Google. O sério explica que o site sai preparado e que posição se constrói com tempo, sem promessa mágica.

Ilustração de uma prancheta com sete itens marcados, erguida como um escudo

As perguntas que pedem prova

As duas últimas cobram prova, não promessa. A sexta: posso ver dois ou três sites que você fez e falar com esses clientes? Portfólio bonito qualquer um monta com trabalho dos outros. Cliente que atende o telefone e diz "o cara é bom, ficou pronto no prazo e continua me respondendo" é a prova que não se falsifica. A sétima fecha: o que acontece daqui a um ano, quando eu precisar mexer em alguma coisa? A resposta mostra se a pessoa pensa em relação de longo prazo ou se, pra ela, o negócio acaba no dia que o site sobe.

Vou te dizer com todas as letras onde eu me encaixo nisso, porque não adianta eu listar perguntas e fugir das minhas próprias respostas. O site que eu faço é seu, no seu domínio, com acesso total. O preço é fechado no começo, sem mensalidade escondida no site. O suporte e o e-mail são comigo mesmo, a mesma pessoa que planejou e desenvolveu, não um atendente. Eu não prometo primeiro lugar no Google, prometo um site preparado e honestidade sobre o resto. E sim, eu mostro sites que fiz e ponho você pra falar com quem já é meu cliente. Faço isso desde 2012, mais de 350 projetos, nota 4,9.

Ilustração de uma etiqueta de preço em forma de isca brilhante escondendo um anzol
Regra prática: leve as sete perguntas por escrito pra conversa e preste atenção não na promessa, e sim na clareza. Quem responde direto, com nome e prazo, está te mostrando como vai trabalhar. Quem enrola numa pergunta simples vai enrolar no projeto inteiro.

Onde isso te leva

Essas sete perguntas não servem pra você virar especialista em site. Servem pra você deixar de comprar no escuro. Um comprador de indústria não fecha com o primeiro fornecedor que aparece com preço bom; ele pergunta, compara e sente quem é sério. Fazer o mesmo pra contratar o site é só aplicar a exigência que você já tem no seu próprio negócio.

E se você quiser uma segunda opinião antes de fechar com alguém, ou já fechou e desconfia que caiu numa dessas armadilhas, é parte do que eu faço na análise gratuita: olho o seu site atual ou a proposta que te fizeram e aponto onde estão os riscos, em até 2 dias úteis. Sem compromisso de fechar comigo.

Perguntas frequentes

Qual é a pergunta mais importante antes de contratar um site?

"O site vai ser meu, no meu domínio e na minha hospedagem, com acesso total?" Se a resposta enrola, pare por aí. Muita dor de cabeça de indústria começa com um site que na verdade era alugado numa plataforma do fornecedor, e que virou refém quando a relação azedou ou o fornecedor sumiu. O site precisa ser seu de verdade, do domínio ao conteúdo.

Como sei se o preço barato tem pegadinha?

Pergunte o que está incluso e o que vira cobrança depois. Preço muito abaixo dos outros quase sempre esconde uma conta que chega depois: mensalidade pra manter o site no ar, cobrança por cada alteração, e-mail à parte, ou um site tão engessado que qualquer mudança vira orçamento novo. Barato de entrada não é barato de verdade. O que importa é a conta dos dois primeiros anos.

Devo desconfiar de quem promete primeira posição no Google?

Deve. Ninguém controla o Google e ninguém garante primeiro lugar. Quem promete isso ou não sabe como funciona ou está mentindo pra fechar. O profissional sério diz a verdade: o site sai preparado pra ser encontrado, e a posição se constrói com o tempo e com conteúdo. Promessa mágica é o sinal mais fácil de farejar um picareta.

Vale a pena pedir referências de clientes?

Vale, e o profissional sério oferece antes de você pedir. Peça pra ver dois ou três sites que a pessoa fez e, se der, fale com esses clientes. Pergunte se o site ficou pronto no prazo, se some contato de verdade e, principalmente, se o fornecedor continua respondendo depois da entrega. Portfólio bonito qualquer um monta; cliente que atende o telefone e fala bem é prova de verdade.

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