7 sinais de que está na hora de refazer o site da empresa

Por Darlei Cordeiro 5 min de leitura
Ilustração de uma janela de site antiga e rachada dando lugar a uma nova por baixo

Se você abriu este artigo, provavelmente já sabe a resposta e está atrás de confirmação. Então vamos direto: os sete sinais abaixo são objetivos, dá pra verificar cada um em menos de cinco minutos, e três ou mais deles juntos significam que o site atual está custando negócio, não economizando dinheiro.

Mas nem todo site velho precisa ser refeito. No fim do artigo listo os casos em que um ajuste resolve, porque empurrar refação desnecessária é o tipo de coisa que eu me recuso a fazer, mesmo perdendo orçamento. Trabalho com isso desde 2012, mais de 350 projetos, e boa parte deles começou exatamente com um desses sete sinais.

Os três sinais que o seu cliente vê

1. Você tem vergonha de mandar o link. É o sinal mais confiável de todos, porque o dono sente antes de qualquer métrica. O comprador pede "me manda o site de vocês" e você hesita, ou manda com um "estamos reformulando". Se você, que conhece a empresa, desconfia do site, imagine quem nunca ouviu falar de vocês. O custo de ignorar: cada apresentação comercial começa com um pedido de desculpas.

2. Não abre direito no celular. Texto minúsculo, menu que não funciona no toque, foto estourando a tela. A maioria das visitas de um site de empresa hoje vem do celular, incluindo o comprador que pesquisa fornecedor entre uma reunião e outra. O custo: mais da metade dos seus visitantes encontra uma porta emperrada, desiste e não avisa.

3. Demora mais de 8 segundos pra carregar. Teste agora: wi-fi desligado, 4G, cronômetro. Passou de 8 segundos, o visitante médio já desistiu faz tempo. Site velho acumula peso como sótão acumula tralha: slider de banner, plugin abandonado, foto de 5 MB. O custo é silencioso e escrevi sobre ele em site lento perde venda: você paga pra atrair visita e a lentidão joga fora.

Ilustração de um cliente franzindo a testa diante de um site antigo e rachado no celular

Os quatro sinais que corroem por dentro

4. O concorrente aparece no Google e você não. Pesquise o que o seu cliente pesquisaria: "fabricante de [seu produto]", "fornecedor de [segmento]". Se o concorrente está lá e você não, ele recebe as cotações de todo comprador que vocês dois ainda não conhecem. Esse é o custo mais caro da lista, porque é invisível: o pedido que não chega não aparece em relatório nenhum.

5. O e-mail no site é @gmail ou @hotmail. A empresa fatura milhões e o contato é empresa2010@gmail.com. Pro comprador que avalia fornecedor, isso lê como improviso. E-mail no próprio domínio custa pouco e muda a leitura da empresa inteira; detalhei em e-mail profissional para empresa. O custo de ignorar: desconfiança gratuita em cada cotação enviada.

6. O fornecedor sumiu e ninguém consegue mexer no site. Quem fez o site fechou, faliu ou parou de responder. Ninguém tem senha, ninguém sabe onde o site está hospedado, o telefone da home está errado há um ano. Tenho um cliente industrial que viveu a versão extrema disso: ficou mais de 3 anos com o e-mail da empresa parado porque o fornecedor faliu e levou os acessos junto. Três anos de mensagem de comprador batendo em caixa morta. Comigo, são quase 3 anos sem um único problema (e tenho cliente no meu suporte de e-mail desde 2015), e cito o caso porque ele mostra o tamanho real desse risco: não é "site desatualizado", é canal de venda fechado. O custo: cada dia travado é negócio indo pro concorrente que responde.

7. O seu comercial não usa o site na venda. Pergunta reveladora pra fazer na próxima reunião: "vocês mandam o link do site pro cliente?". Se a resposta é não, o time já aposentou o site e improvisa com PDF e foto avulsa no WhatsApp. O site virou um custo sem função. O custo real: cada vendedor apresenta a empresa de um jeito, e a versão que chega no comprador depende do humor do dia.

Ilustração de uma janela de site enferrujando e soltando parafusos por dentro

O resumo dos custos, sinal por sinal

SinalO que custa ignorar
1. Vergonha do linkToda venda começa em desvantagem
2. Não abre no celularMais da metade das visitas desiste calada
3. Mais de 8s pra carregarVisita atraída (e às vezes paga) jogada fora
4. Ausente do GoogleCotações novas indo direto pro concorrente
5. E-mail @gmailDesconfiança gratuita em cada contato
6. Fornecedor sumiuCanal parado; no pior caso, anos de e-mail morto
7. Comercial não usa o siteEmpresa apresentada de improviso, sem padrão

Quando NÃO precisa refazer

Nem sempre a resposta é projeto novo, e digo isso sabendo que vendo projeto novo. Se o site abre bem no celular, carrega rápido e a base é sadia, muita coisa se resolve com ajuste: atualizar fotos e textos, trocar o e-mail pra um profissional, corrigir os dados de contato, criar duas ou três páginas de produto que faltam. Custa uma fração e sai em dias.

A linha de corte que eu uso é estrutural contra cosmético. Problema cosmético (conteúdo velho, visual datado mas funcional) admite reforma. Problema estrutural (não funciona no celular, lentidão de raiz, base abandonada, fornecedor inexistente) não compensa remendar: cada ajuste vira gambiarra em cima de gambiarra, e o dinheiro do remendo somado chega perto do site novo. Se a dúvida for orçamento, os valores reais de cada caminho estão em quanto custa um site.

Regra prática: refaça quando o problema é estrutural (celular, lentidão de base, fornecedor sumido); ajuste quando é cosmético (texto, foto, informação velha). E nunca refaça sem perguntar ao orçamento: "o que acontece com as páginas que já aparecem no Google?".
Ilustração de uma prancheta de checklist com vários sinais de alerta marcados

Quantos sinais você marcou?

Um ou dois, e cosméticos: ajuste e siga em frente. Três ou mais, ou qualquer um dos estruturais: o site está trabalhando contra a empresa todos os dias, e adiar tem custo composto. Se quiser tirar a dúvida sem gastar nada, eu faço uma análise gratuita do seu site atual: verifico esses sete sinais, separo o que é ajuste do que é projeto e devolvo o diagnóstico em até 2 dias úteis. Aí a decisão de refazer (ou não) sai do achismo.

Perguntas frequentes

De quanto em quanto tempo devo refazer o site da empresa?

Não existe prazo fixo, e desconfie de quem vende refação por calendário. O critério são os sinais: site que não abre direito no celular, que demora, que não aparece no Google ou que ninguém consegue atualizar. Sem esses sinais, um site de 5 anos pode estar ótimo.

Quanto custa refazer o site?

Na faixa de um site novo: um institucional sob medida, com profissional experiente, costuma ficar entre R$ 3.000 e R$ 10.000. Refazer aproveita o que o site atual tem de bom (conteúdo, histórico no Google), então parte do trabalho já está paga.

Refazer o site derruba minha posição no Google?

Bem feito, não: os endereços antigos são redirecionados pros novos e o histórico se preserva. Mal feito, derruba mesmo, e essa é uma das perguntas que você deve fazer a qualquer orçamento: "o que acontece com as minhas páginas que já aparecem no Google?".

E se o fornecedor antigo sumiu com os acessos?

Acontece mais do que se imagina, e tem solução na maior parte dos casos: o domínio costuma estar no nome da empresa e pode ser recuperado pelo registro. Já recebi cliente que ficou anos travado por causa disso. O passo um é levantar o que está em nome de quem.

Dá pra aproveitar o conteúdo do site antigo?

Quase sempre. Textos que funcionam, fotos reais, lista de produtos: tudo isso migra e encurta o projeto. O que raramente vale aproveitar é a base técnica velha, que costuma ser justamente a origem da lentidão e dos problemas no celular.

Análise gratuita

O seu site mostra o tamanho que a sua indústria tem?

Me conta sobre a sua indústria. Eu olho o seu site sem custo e te mostro, na prática, onde ele deixa o comprador desconfiado e o que fazer pra ele mostrar a força que a sua estrutura tem. E-mail e suporte entram na conversa também.

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