Colocar preço no site: a indústria deve mostrar quanto custa?

Por Darlei Cordeiro 6 min de leitura
Ilustração de uma etiqueta de preço com um ponto de interrogação

Minha posição, formada em 350+ projetos desde 2012: mostre o que puder. Produto de preço definido merece preço na página. Projeto sob medida merece pelo menos uma referência: "a partir de", faixa típica ou o que compõe o valor. O "sob consulta" em tudo, que é o padrão da indústria brasileira, protege menos do que parece e custa mais do que se imagina.

Eu pratico o que recomendo: no meu próprio site os valores estão publicados, inclusive num artigo inteiro sobre quanto custa um site. O efeito que eu meço desde então: menos contato de quem procurava outra coisa e conversa mais rápida com quem chega, porque a pergunta do dinheiro já foi respondida antes do primeiro oi.

Os três medos (e o que há de real em cada um)

"O concorrente vai copiar meu preço." Ele já sabe. Concorrente que quer seu preço pede uma cotação em nome de um conhecido, e isso acontece em todo setor, todos os dias. A tabela que você esconde do site está a um telefonema de distância de qualquer um, menos do comprador honesto com pressa, que é justamente quem você queria atender.

"O cliente vai comparar só pelo número." Alguns vão, e esses dificilmente seriam seus clientes: quem decide só por preço troca de fornecedor pelo mesmo motivo. O comprador que você quer compara valor, prazo, estrutura e risco, e usa o preço como um dos critérios. Pra esse, a referência no site é serviço, não ameaça.

"Meu preço varia demais pra publicar." Esse é o medo mais legítimo, e a resposta não é publicar um número falso, é publicar a natureza do preço: a partir de quanto começa, o que encarece, o que barateia. Precisão total ninguém está pedindo; orientação, todo comprador está.

Ilustração de um cofre entreaberto com uma etiqueta de preço saindo dele

O custo invisível do "sob consulta"

O que o "sob consulta" realmente produz, visto do lado do comprador: ele está com três abas abertas, pesquisando fornecedor às dez da noite. Dois sites dão alguma noção de valor; o seu manda ligar em horário comercial. Adivinha quais dois entram na lista de cotação. O silêncio sobre preço não gera curiosidade, gera atrito, e atrito em pesquisa B2B significa próxima aba.

E quando o contato acontece mesmo às cegas, o custo muda de lugar: vai pro seu comercial. Horas de conversa, visita, proposta detalhada, até descobrir que o orçamento do cliente era um quinto do seu preço. Multiplicado pelo ano, isso é semanas de trabalho vendedor jogadas em cotação que nunca teve chance. Preço visível teria filtrado no primeiro minuto, de graça.

A conta que ninguém faz: some as horas que o comercial gastou no último trimestre com contatos que desistiram no preço. Esse é o custo do "sob consulta". Ele não aparece em relatório nenhum, mas sai do caixa todos os meses.

O que mostrar em cada situação

Não existe resposta única, existe régua. Três cenários cobrem quase toda indústria:

  • Preço definido (peça de catálogo, serviço padronizado, produto de linha): publique o valor. É o cenário sem desculpa, e o que mais converte quando o preço está na página.
  • Preço variável com padrão (projetos que oscilam dentro de uma faixa conhecida): publique "a partir de R$ X" ou a faixa típica. Âncora honesta que filtra sem travar.
  • Preço realmente imprevisível (engenharia sob encomenda, cada projeto um mundo): publique a composição. "O valor depende de material, volume e complexidade; projetos típicos ficam entre X e Y" orienta sem prometer.

Existe um quarto caso, raro, em que esconder se justifica: mercado de contrato grande onde cada negociação é única e sigilosa, com meia dúzia de players que se conhecem pelo nome. Se esse é o seu mundo, o site tem outro papel (credibilidade e relacionamento) e o preço realmente não pertence a ele. Pra todo o resto, alguma transparência ganha do silêncio.

Ilustração de uma balança equilibrando uma etiqueta de preço e um selo de confiança

Preço sem contexto assusta; com contexto, qualifica

Um cuidado pra fechar: preço jogado solto na página pode assustar mesmo, quando o visitante ainda não entendeu o que está incluído. A ordem importa. Primeiro a página mostra o que a empresa entrega, pra quem e com que prova; o valor entra depois, embalado no que o justifica. É a diferença entre uma etiqueta pendurada no escuro e um orçamento explicado. O mesmo número que espanta num contexto convence no outro.

E preço visível conversa com o resto da transparência do site: prazo, capacidade mínima, região atendida. Cada informação dessas publicada é uma triagem que o comercial não precisa fazer por telefone, tema que aprofundo no artigo sobre o que escrever no site.

Se quiser uma opinião pro seu caso

A régua acima resolve a maioria das situações, mas confesso: já recomendei esconder preço pra um cliente e publicar tabela completa pra outro, no mesmo mês. O certo depende do produto, do ciclo de venda e de quem compra. Se quiser essa leitura pro seu site, peça a análise gratuita: eu olho suas páginas e te digo, entre outras coisas, onde a transparência de preço ajudaria e onde atrapalharia. Em até 2 dias úteis, sem compromisso.

Perguntas frequentes

Devo colocar preço no site da minha empresa?

Se o produto tem preço definido, mostre: filtra curioso e gera cotação mais qualificada. Se o preço depende de projeto, mostre uma referência ("a partir de", faixa típica ou o que compõe o valor). Esconder tudo atrás do "sob consulta" gera desconfiança e enche o comercial de contato sem perfil.

Por que as indústrias não mostram preço no site?

Três medos: o concorrente copiar, o cliente comparar só pelo número e a variação de cada projeto tornar o valor impreciso. São medos legítimos, mas o concorrente já descobre seu preço cotando como cliente, e quem compara só por número não era o comprador ideal. O custo real de esconder é a cotação desperdiçada.

O que fazer quando o preço depende do projeto?

Dê referência em vez de número fechado: "projetos a partir de R$ X", "a faixa típica fica entre X e Y" ou uma explicação honesta do que faz o valor subir ou descer. O comprador não precisa do centavo, precisa saber se está falando com um fornecedor da liga dele.

Mostrar preço não entrega informação pro concorrente?

O concorrente sério já sabe seu preço: basta pedir uma cotação em nome de outra empresa, e isso acontece todos os dias. Quem fica sem informação quando o site esconde o valor não é o concorrente, é o comprador legítimo que está decidindo em quem gastar o tempo de uma conversa.

Preço no site não espanta cliente?

Espanta quem não pagaria, e isso é ganho: o comercial para de gastar hora com contato sem orçamento. O comprador com perfil não se espanta com preço justo, se espanta com surpresa no fim da conversa. Transparência cedo encurta a venda em vez de matar.

Análise gratuita

O seu site mostra o tamanho que a sua indústria tem?

Me conta sobre a sua indústria. Eu olho o seu site sem custo e te mostro, na prática, onde ele deixa o comprador desconfiado e o que fazer pra ele mostrar a força que a sua estrutura tem. E-mail e suporte entram na conversa também.

Resposta rápida, sem compromisso, direto no seu WhatsApp.

Pedir minha análise gratuita

Me chama no WhatsApp, quem responde sou eu Fale comigo no WhatsApp