Para que serve um site quando a fábrica já está cheia de serviço?

Por Darlei Cordeiro 7 min de leitura
Ilustração de um galpão de fábrica cheio de pallets ao lado de uma muda sendo plantada num vaso

Serve pra três coisas, e nenhuma delas é "ficar bonito na internet": ser achado por quem ainda não te conhece, sustentar a confiança de quem já está decidindo, e dar argumento pro seu comercial na hora de vender. Se a sua fábrica está com a agenda cheia, as duas últimas já pagam o site sozinhas. A primeira é a que você planta agora pra colher depois.

E aí está a resposta pro "estou cheio de serviço, não preciso disso agora": ninguém precisa de site quando a agenda esvazia. Precisa dele um ano antes disso. Faço site pra indústria desde 2012, já passam de 350 projetos, e a ligação que mais me dá pena é a do dono em pânico porque o contrato grande acabou e não há de onde tirar pedido novo. Naquele momento, o site que a gente fizer vai levar meses pra ganhar tração. Se ele tivesse ligado quando estava cheio, a tração já estaria lá.

Presença no Google não tem interruptor

Essa é a parte que mais dói explicar. Site não é anúncio, que você liga hoje e aparece amanhã. É mais parecido com muda: planta, rega, e um tempo depois dá sombra. O Google precisa de meses pra rastrear, entender do que o site fala e criar confiança nele. Isso não se compra com pressa. Escrevi o porquê em detalhe em por que seu site não aparece no Google.

Então o melhor momento de fazer o site é exatamente quando você não precisa dele. Cheio de serviço, sem desespero, sem ter que aceitar qualquer pedido pra fechar a folha. É quando dá pra fazer direito: escolher o que mostrar, tirar foto boa do chão de fábrica, escrever com calma. Quem faz site com a faca no pescoço faz correndo, e correndo se faz pior.

O site trabalha pro seu comercial, não só pro Google

Essa é a parte que quase ninguém conta. Boa metade do trabalho de um site de indústria não acontece na busca. Acontece dentro da negociação que você já está fazendo.

O comprador de uma empresa grande te pesquisa antes de responder o e-mail do seu vendedor. Não é desconfiança pessoal, é o trabalho dele: ele precisa justificar internamente por que escolheu você. Se ele abre o seu site e encontra uma página parada, com foto de oito anos atrás e um catálogo em PDF que não abre, você acabou de dificultar a vida do cara que estava tentando te comprar. Listei o que ele avalia em o que o comprador B2B olha no seu site.

E tem o efeito dentro da sua casa. Vendedor com site bom manda o link e para de precisar provar; vendedor sem site bom prova na conversa, e quem prova na conversa negocia por baixo. Já vi vendedor de indústria excelente ceder preço porque a única coisa que o comprador tinha pra olhar era um perfil de rede social. O desconto que ele deu naquele pedido custou mais que o site inteiro.

Ilustração de uma pilha alta de pedidos hoje e uma pilha bem menor mais adiante na linha do tempo

O ano que vem já começou

Vamos ao caso concreto que eu mais vejo. A fábrica está cheia porque tem dois ou três contratos grandes. Um deles responde por boa parte do faturamento. Todo mundo na empresa sabe disso e ninguém gosta de falar sobre.

Quando esse contrato termina, troca de comprador ou vai pra concorrência, a agenda não esvazia devagar. Esvazia de uma vez. E aí sobram duas saídas: baixar preço pra encher rápido, ou já ter uma fonte de pedido novo rodando. A segunda leva meses pra montar. A primeira custa margem pra sempre, porque preço que desce não sobe.

O jeito honesto de olhar: o site não é despesa de marketing. É seguro contra o mês em que o telefone parar de tocar. E seguro a gente contrata antes.

Você entrega mais coisa do que seus clientes sabem

Aqui está a vantagem que a indústria cheia de serviço mais desperdiça, e ela não tem nada a ver com cliente novo. Você faz dez coisas. Seu cliente conhece três. Ele compra essas três há anos e resolve as outras sete com outro fornecedor. Não porque prefere o outro, mas porque não faz ideia de que você faz.

Um site com a linha completa bem apresentada é o vendedor que trabalha dentro dos clientes que você já tem. É o comprador descobrindo que você também faz aquela peça, também presta aquele serviço, também atende aquele volume. Não custa visita nem ligação, fica lá. É o mesmo motivo pelo qual eu prefiro linha de produto no site a catálogo em PDF: o PDF você manda pra quem já perguntou, o site responde quem nem sabia que devia perguntar.

Ilustração de um vendedor mostrando a tela de um site para um comprador na mesa de reunião

Quando eu mesmo digo que não vale

Não vivo de empurrar site pra quem não precisa, então vou ser franco sobre os casos em que eu desaconselho.

Se a sua fábrica é fornecedora exclusiva de uma única empresa, com contrato longo, e crescer não está no plano, o site é pouco mais que cartão de visita. Faça o simples e vá tocar a produção. E se não houver quem cuide dele depois, também não vale: site abandonado envelhece rápido e passa a trabalhar contra você. Site parado é pior que a falta de site, porque a falta deixa dúvida e o abandono dá certeza.

Então vale a pena?

Vale, e a pergunta certa nem é essa. É "quanto me custa não ter". A resposta não aparece no extrato. Aparece no orçamento que não chegou, no comprador que preferiu o concorrente que parecia maior (e quase nunca é), no desconto que seu vendedor deu pra compensar a desconfiança. Ninguém liga avisando que desistiu de você.

Se quiser um retrato antes de decidir, me diga o nome da sua indústria e eu olho como ela aparece hoje pra quem pesquisa: o que existe, o que falta e o que o comprador enxerga. É a análise gratuita, sem compromisso. Faixas de preço reais estão em quanto custa um site. Não sou a opção mais barata e não prometo primeiro lugar no Google. O que eu faço é site de indústria que respalda o comercial e continua no ar, comigo cuidando.

Perguntas frequentes

Para que serve um site de empresa, na prática?

Serve pra três coisas: ser achado por quem procura o que você faz e ainda não te conhece, sustentar a confiança de quem já está decidindo (o comprador te pesquisa antes de responder o seu vendedor) e dar argumento e apresentação pro seu comercial. Na indústria, esse terceiro uso costuma pagar o site sozinho.

Vale a pena ter um site se a minha agenda já está cheia?

Vale, e essa é a melhor hora. Presença no Google leva meses pra amadurecer, então o site que você faz agora é o que traz pedido quando um contrato grande terminar. Fazer no desespero sai corrido e sai pior.

Quais as vantagens de ter um site pra indústria?

Ser encontrado por quem não te conhece, respaldar o comercial diante do comprador e apresentar a linha completa, porque a maioria dos seus clientes conhece só uma parte do que você faz. O efeito costuma aparecer em margem, não só em volume.

Quanto tempo leva pro site começar a aparecer no Google?

Meses, não dias. Um site novo precisa ser rastreado, entendido e ganhar confiança. É justamente por isso que não adianta ligar o site quando a agenda esvazia: a colheita vem depois. Posição se constrói com tempo, sem promessa de primeiro lugar.

Minha indústria vende por indicação. Preciso de site mesmo assim?

Precisa, por um motivo que passa despercebido: a indicação não elimina a pesquisa, ela vem antes. O comprador recebe seu nome de um conhecido e a primeira coisa que faz é te procurar no Google. Se não acha nada sólido, a indicação esfria antes do primeiro contato.

Análise gratuita

O seu site mostra o tamanho que a sua indústria tem?

Me conta sobre a sua indústria. Eu olho o seu site sem custo e te mostro, na prática, onde ele deixa o comprador desconfiado e o que fazer pra ele mostrar a força que a sua estrutura tem. E-mail e suporte entram na conversa também.

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